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quarta-feira, setembro 28, 2005 

Pois…

Pois… Acabou! Era assim que tinha de ser e foi assim que se passou. Nada a fazer, nada a lamentar. Há coisas que são assim e que não vale a pena questionarmo-nos sobre a Verdade e sobre a Justiça que lhes está implícita. São assim e ponto final.

Chegou a altura de fazer o balanço, mas apenas o balanço possível. Não vale a pena esforçar-me mais do que isso. De nada adianta um esforço suplementar!

Este blog nasceu porque ela me deu inspiração para isso. Ao fim de nove anos, dei por mim com uma vontade férrea de escrever. Comecei numa quarta-feira, lembro-me bem (apesar desse texto já não constar neste blog, nem em parte alguma) e desde aí, muito do que aqui escrevi, foi-lhe completamente dedicado. Ela sabe disso. Por essa razão, pus sérias dúvidas na continuidade deste espaço. Pensei e remoí muito. Decidi continuar. Hei-de encontrar outras fontes de inspiração: nas pessoas bonitas que tenho entre os meus amigos e na minha família, nas pessoas bonitas que conheci graças a este blog, nos meus alunos, no meu trabalho e em outra pessoa, quando me voltar a apaixonar. E este blog há-de continuar, hoje faz parte de mim. E isso é, reconheço-o, muito importante para mim… Demasiado importante, ainda que sem periodicidade, sem propósito, mas com vontade, com desejo. Afinal, representa algo que nunca me será permitido esquecer…

No entanto, decidi que a melhor forma de fechar este assunto é utilizar este blog. Ontem, consciente do rumo que as coisas estavam a levar (e levaram), dei início ao meu plano: comecei a publicar os textos que escrevi ultimamente para ela. Textos que não publiquei porque estavam inacabados ou não se adequavam ao critério de qualidade que sempre quis que pautasse este blog. Apesar de ser o meu critério, apesar de ser discutível. Assim, com tudo publicado e datado, expurguei alguns pensamentos, algumas reflexões que me poderiam atormentar… já estão fora de mim, esperando que para sempre. Assim, os textos de ontem e o poema de hoje estão agora datados e enquadrados. Com este texto, são os últimos que espero escrever pensando nela.

Mas não sei quanto tempo ela ainda vai marcar a minha vida. Foi tudo tão rápido. E tão forte. E tão intenso. E tão dramaticamente belo. É tudo tão recente e não faço compromissos que não possa cumprir. Possivelmente, haverá textos que serão carregados pela lembrança dela e das suas expressões, da sua voz e dos seu corpo, das coisas que passamos, das coisas que passei e senti… Mas isso é apenas… natural e, para que tudo corra bem, é deixar que o tempo faça o seu trabalho. Depressa ou devagar, o que interessa é que faça o seu trabalho…

Para acabar em beleza, ponho a tocar a música que ouço cada vez que termina um ciclo na minha vida. Aimee…

Pois…

Aimee Mann, "Wise up"

para existir um começo, tem d existir obrigatoriamente um fim. nem smp no momento q desejaríamos mas... as adversidades da via existem para as enfrentarmos *

tb ouvi a musica até ao fim, faz-me lembrar uma campanha de prevenção rodoviária que me criava mau estar... é um vicio terrível relacionar coisas boas com memórias de tristezas
desculpa o meu last comment, julguei ter visto textos teus no 'Poetry café'
all the best
catita

Rita: nem todas as coisas têm um. Queres um exemplo? A nossa capacidade de amar. Os nossos pais, os nossos imrãos, os nossos amigos. Somos até capazes de amar uma pessoa até ao fim dos nossos dias, sem ser retribuídos. Mas aí pouco importa. Quanto às dificuldades, venham elas, estou de peito aberto para as enfrentar, para as vencer. É assim que sou...

Pachita: não terás essa sorte ;)

Les_un: Tenta antes a banda sonora do "Magnólia", é uma melhor lembrança para esta música de Miss Aimee Mann... Quanto ao coment, sem importância :). Ao menos comentaste...;)

Às três, voltem sempre e um beijo...

Não há nada a fazer...só acontece o que tem de acontecer e, o que não tem de acontecer, não acontece, por mais que queiramos.
O que acontece, ou deixa de acontecer, tem sempre uma razão, mesmo que não a consigamos entender...cada vez acredito mais nisto!

Gosto do teu blog, muitas das coisas que aqui li, fizeram-me vir à memória aquilo que na minha vida não aconteceu, mas poderia ter acontecido.
O teu blog aconteceu por um motivo, mas pode bem continuar por outros.

bjs

Desconhecida: eu desconfio que não há razão na razão do mundo e todas as razões que lhe atribuímos são meras construções que fazemos para lhes atribuir um sentido, o nosso sentido.

O meu blog continuará, hei-de encontrar uma razão que o faça continuar...

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