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domingo, setembro 04, 2005 

Conclusão

Acordo, depois de mais uma noite mal dormida. Penso em ti, primeiro pensamento do dia. Ainda intranquilo, ainda estremunhado, ainda outro, o outro dos meus sonhos, dos quais nunca me recordo. Lembro-te com todas as forças que tenho, lembro-me de tudo, não vale a pena enumerar. E depois penso o que estarás a fazer, como te sentes, se ainda te lembras do meu sorriso, do meu corpo, do meu cabelo e da minha barba com três semanas. Penso se ainda te lembras da minha cara de miúdo…

No fim, tento lembrar-me o porquê de ainda não te ter esquecido. E não chego a nenhuma ilação confortável. Tento saber quanto tempo ainda te vou lembrar ao acordar. Às vezes sei que vai ser só mais um dia, às vezes sei que te vou lembrar a vida toda.

Chego à conclusão que a última opção é a que prefiro. Não quero esquecer-te, foste a melhor coisa que alguma vez me aconteceu, sua tonta…

Há coisas que não esquecemos, as vezes por terem sido boas, outras por terem sido más...mas é natural! ao fim ao cabo que somos nós além de aglomerados de experiências e vivências?

Não é suposto esqueceres, creio eu....Mas tb não acho que é suposto quereres o que já passou...guarda-o da melhor maneira.

As coisas que passam raramente voltam a fazer sentido...a vida continua cheia de coisas novas p descobrir quanto mais cedo nos libertarmos, mais rapidamente começamos a nova descoberta!

Sabes, às vezes gostava de não ter memória ou ter uma memória seleccionada por mim. Ás vezes não paramos de pensar em coisas absurdas, de nos lembrarmos de coisas que não valem a pena e por isso mais valia deitar as memórias por uma janela e fechá-la para sempre.

E eu sei que as coisas que passam raramente fazem sentido… às vezes gostaríamos de lhe dar um sentido, um sentido absurdo, para que voltem à idade da inocência, das coisas triviais e boas… e isto é ser humano, por mais que me custe, tenho que suportar este fardo. Sim, acho que tenho de partir à descoberta de qualquer coisa nova, de qualquer emoção, de uma qualquer pessoa, ou de um qualquer projecto.

Desculpa o desabafo… hoje acordei ensonado e estremunhado.

A última opção é a melhor sim...como disse no Post onde tu comentaste; como podemos não pensar no que nos faz agora sofrer, se é o mesmo que um dia nos fez sorrir?

Sua tonta é um termo que eu adoro!

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