Poema para ti
Este é o poema que fiz para ti, meu amor.
Poemas há que começam assim, consagrados,
Mas nenhum tem tua alma e teu nome marchetados
Nos versos, feitos de ouro, sangue e suor.
E na areia deste poema encontrarás teu nome escrito
Raiado pela ilusão que consome o mundo. Se a tua boca
Por aqui passar morderá cada verso no mais estrito
Sentido, aninhando a vida, levando-a, deixando-a rouca.
Teu gesto é penumbra em sombra de prata, delicioso
De cada vez que do regaço deste canto se apartar.
E o teu olhar é o acordar neste poema, afectuoso,
Daqueles que fazem da Liberdade um Homem a lutar.
Tua voz ecoa nestes versos como os sinos da aldeia
Deste teu poema. E os sinos dobram, som forte e macerado.
Na face dos aldeões encontro o teu sorriso e à ceia
Contigo e comigo se sentam, num círculo prateado.
Encontrarás o teu coração em cada estrofe deste poema
Concebido em ti, da tua carne e sangue extraído.
Cada palavra, cada gesto só em ti fazem sentido,
És cada navio que parte de mim, mar de açucena.
Poemas há que começam assim, consagrados,
Mas nenhum tem tua alma e teu nome marchetados
Nos versos, feitos de ouro, sangue e suor.
E na areia deste poema encontrarás teu nome escrito
Raiado pela ilusão que consome o mundo. Se a tua boca
Por aqui passar morderá cada verso no mais estrito
Sentido, aninhando a vida, levando-a, deixando-a rouca.
Teu gesto é penumbra em sombra de prata, delicioso
De cada vez que do regaço deste canto se apartar.
E o teu olhar é o acordar neste poema, afectuoso,
Daqueles que fazem da Liberdade um Homem a lutar.
Tua voz ecoa nestes versos como os sinos da aldeia
Deste teu poema. E os sinos dobram, som forte e macerado.
Na face dos aldeões encontro o teu sorriso e à ceia
Contigo e comigo se sentam, num círculo prateado.
Encontrarás o teu coração em cada estrofe deste poema
Concebido em ti, da tua carne e sangue extraído.
Cada palavra, cada gesto só em ti fazem sentido,
És cada navio que parte de mim, mar de açucena.