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segunda-feira, agosto 15, 2005 

Na floresta do alheamento

O cheiro dos pinheiros que flutua à minha volta é vermelho. Sinto que me fere todos os sentidos. Lembrá-la é lembrar-me do que me poderia aliviar. Talvez o seu perfume suprimisse a minha vontade de solidão, talvez os seus olhos entreabertos pelo sol me tirassem desta vaga e suprema sensação de impotência, talvez as suas palavras a ecoarem pelo meu corpo exposto ao mundo me bronzeassem de alegria…

Ela sabe o que é este ardor. Sinto-o em cada expressão e leio-o em cada frase. Ela também não anda longe da floresta do alheamento onde me tenho barricado.

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