Num minuto
Depois de tantas horas passadas a resistir, visitei-te. Não fui capaz de me conter, despedacei-me, vi-te e reli-te como se fosse a última vez. Ouvi as tuas músicas e as nossas, li os teus textos e os nossos. Lembrei-me de mim e de ti, nós. Lembro-me do último telefonema são, os dois a conduzir, tu aí, eu aqui. Insanos, como em tudo até aí. Felizes, diria.
És hoje uma memória abstracta. És pictórica, talvez. Rodo a memória, estico, corto e colo. Tento compreender-te, tento vislumbrar os teus traços principais, as tuas indecisões, as tuas feridas, os teus motivos. Num minuto compreendo-te, no seguinte não. Num minuto adoro-te, no outro desprezo-te. Desculpa. É assim o vazio que sinto em mim. E em ti.
És hoje uma memória abstracta. És pictórica, talvez. Rodo a memória, estico, corto e colo. Tento compreender-te, tento vislumbrar os teus traços principais, as tuas indecisões, as tuas feridas, os teus motivos. Num minuto compreendo-te, no seguinte não. Num minuto adoro-te, no outro desprezo-te. Desculpa. É assim o vazio que sinto em mim. E em ti.
Este comentário foi removido por um gestor do blogue.
Posted by
Desconhecida |
9/27/2005 11:22 a.m.