Sou
Eu sou cada uma das coisas que em mim se concentram.
Sou cada mendigo à noite com frio, sou cada mãe que à Luz
Dá um filho, sou cada pedra de rio erodida às mãos do tempo, sou
Cada orgasmo de mulher às mãos de um Deus Sol qualquer.
Sou cada espasmo de vento que embala o trigo loiro, sou cada ruga
E estria nos corpos de velhos abandonados a uma luz que não compreendem.
Revolvidas da terra e das minhas entranhas, pertencem ao mundo que me pertence
Embora se desvelem e se vençam até ao fim dos tempos. Cada memória minha
É de todos que têm na vida uma esperança e cada criança é um rio
Que em mim desagua.
Sou cada mendigo à noite com frio, sou cada mãe que à Luz
Dá um filho, sou cada pedra de rio erodida às mãos do tempo, sou
Cada orgasmo de mulher às mãos de um Deus Sol qualquer.
Sou cada espasmo de vento que embala o trigo loiro, sou cada ruga
E estria nos corpos de velhos abandonados a uma luz que não compreendem.
Revolvidas da terra e das minhas entranhas, pertencem ao mundo que me pertence
Embora se desvelem e se vençam até ao fim dos tempos. Cada memória minha
É de todos que têm na vida uma esperança e cada criança é um rio
Que em mim desagua.