Poema Inacabado
Na penumbra de um rio que por nós passa
Vivemos entrelaçados à luz de um qualquer candeeiro.
Nos teus olhos vejo-te a vida sem que faça
Um qualquer movimento, um esforço derradeiro…
Não sonhei contigo nem com os teus cabelos
Não te idealizei bela como és e serás sempre.
Sabia que eras tu, sabia-te de dedos esguios e belos,
Sabia-te de olhos negros, sabia-te de portas abertas para que entre.
No momento em que meus lábios nos teus tocaram,
No momento em que nos cingimos a nós
Deuses morreram, Estados caíram, sinos ribombaram
Na Vida e no Universo, eu e tu, a sós…
Então, a tua língua invadiu a minha boca
O teu músculo empurrou a minha em mil cores
Mas no último momento a esta se entrelaçou, louca,
Em ti, só a finitude de cada momento me enche de mil dores…
Escrito entre 20 e 21 de Setembro de 2005. Inacabado, porque era assim que tinha de ser…
Vivemos entrelaçados à luz de um qualquer candeeiro.
Nos teus olhos vejo-te a vida sem que faça
Um qualquer movimento, um esforço derradeiro…
Não sonhei contigo nem com os teus cabelos
Não te idealizei bela como és e serás sempre.
Sabia que eras tu, sabia-te de dedos esguios e belos,
Sabia-te de olhos negros, sabia-te de portas abertas para que entre.
No momento em que meus lábios nos teus tocaram,
No momento em que nos cingimos a nós
Deuses morreram, Estados caíram, sinos ribombaram
Na Vida e no Universo, eu e tu, a sós…
Então, a tua língua invadiu a minha boca
O teu músculo empurrou a minha em mil cores
Mas no último momento a esta se entrelaçou, louca,
Em ti, só a finitude de cada momento me enche de mil dores…
Escrito entre 20 e 21 de Setembro de 2005. Inacabado, porque era assim que tinha de ser…