Habitualmente
Habitualmente, tudo me parece habitual. Não me espantam as pessoas que atravessam as passadeiras, não me espanta o trânsito numa parte particular da cidade, não me espanta a música que passa na rádio. Há uma normalidade que me encanta, que me protege das pontas de faca que há em cada esquina. Mas isto é só conforto, é só defesa… É olhar para tudo como se fosse imutável, como se tudo fosse imperecível.
Hoje tudo me pareceu ridiculamente diferente, tudo me pareceu excessivamente discrepante. As pessoas loucas, o trânsito caótico, em sentido contrário, em faixas opostas, as músicas insolentemente estúpidas que passam na rádio. Enfim, a normalidade dos meus dias foi esgaçada como se fosse um trapo, irresistível que é a rotação dos planetas.
Mas em tudo isto há uma beleza indesmentível: o que me fez confusão hoje, amanhã será o habitual de todos os dias. A vida corre e corre e corre… e não tem contemplações para com os meus espantos, as minhas questões. Resvalo novamente para uma sensação de que tudo é assim e não há outra maneira de o fazer, de ser, de sentir…
Amanhã, toda a loucura de hoje me parecerá a normalidade do habitualmente.
Hoje tudo me pareceu ridiculamente diferente, tudo me pareceu excessivamente discrepante. As pessoas loucas, o trânsito caótico, em sentido contrário, em faixas opostas, as músicas insolentemente estúpidas que passam na rádio. Enfim, a normalidade dos meus dias foi esgaçada como se fosse um trapo, irresistível que é a rotação dos planetas.
Mas em tudo isto há uma beleza indesmentível: o que me fez confusão hoje, amanhã será o habitual de todos os dias. A vida corre e corre e corre… e não tem contemplações para com os meus espantos, as minhas questões. Resvalo novamente para uma sensação de que tudo é assim e não há outra maneira de o fazer, de ser, de sentir…
Amanhã, toda a loucura de hoje me parecerá a normalidade do habitualmente.
Penso que se chama a isso "estados de consciência". O que hoje nos parece normal, amanhã parece-nos impossivel. O que um dia nos parece razoável, noutro, parece-nos absurdo. Acontece-me tanto...
Posted by
Desconhecida |
9/30/2005 11:35 a.m.
é tudo uma questão de disponibilidade de espírito. por vezes a normalidade afaga-nos e protege-nos, mas por outras é necessário que nos aconteçam coisas diferentes, n é verdade? um beijo
Posted by
rita |
9/30/2005 2:16 p.m.
Não sei que vos dizer... é tudo muito confuso, tudo está enevoado. Já não sei o que é razoável, o que é desespero... só gostava de controlar estas sensações. São necessárias, mas tão arbitrárias quanto ao tempo em que aparecem e ficam por mim...
Um beijo às duas...
Posted by
Cabisbaixo |
9/30/2005 7:58 p.m.