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quinta-feira, dezembro 08, 2005 

meio Poema meio

… E as minhas mãos nunca se fecham
Perante o dia calmo.
… Caminho por entre os escombros
Desta ideia atroz.
… As mãos e os passos são os mesmos.
… Os mesmos sons, os mesmos dons,
As imagens infames.
… E ao poeta dói tanto esta vida como a
Um homem comum.
… Arde vida! Arde… o teu lugar é entre o pó.
... E este rio em mim, a Criação de um Homem
E de uma Mulher
… É como uma frase côncava, que se crava
Nas unhas.
… Basta-me uma paráfrase outonal. Chega!
… E o azul nunca me chega se me aconchego
Neste frio.
… A vida? É um crepitar dos sonhos na boca
E nos dedos…

Dakota Suite, "One Year"

Está perfeito... Gosto muito, mesmo muito. O final está divino, deixou-me siderada, mas não renderia esse crepitar apenas a esses dois sentidos, estendê-lo-ia aos outros três e, mais que isso, expandi-lo-ia até à nossa capacidade de pensar/imaginar.
Beijo

Muito obrigado pelas vossas palavras...

Beijos

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