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domingo, dezembro 04, 2005 

Navigators Yard

Navego nesta pulsão branda, fero amor que fere fundo, barco de velas pandas.
E este mar é feito da orla matinal mais pura, deste sal na tua pele.
E das ondas do mar…

Onde quer que ancore este barco, em que porto for, hei-de ser sempre um marinheiro
De almas, hei-de ser sempre um refúgio para aqueles que me navegam
As costas e as lágrimas…

E neste porto acolho gente de sorriso alvo, de sonhos crispados. E não param de chegar.
E trazem as malas e a carga, os sonhos e as esperanças, lastro dolente…
Vida a bordo desta vida.

E esta gente carrega nas mãos as memórias deste vento frio. Nos olhos trazem-te doce,
Nos cabelos trazem-te distante. E não há razão que te sirva de abrigo nesta
Hora rouca…

E corro o mundo incauto, levo comigo todos os sonhos teus. Prostrado nos teus olhos
Negros, astrolábio dos incautos, norte pueril, jaz o momento
Puro. Em que partes…

E a viagem segue pelos confins do teu corpo, leito dos sonhos vagos…

Dakota Suite, "Cancer and You (1987-)"

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