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segunda-feira, novembro 21, 2005 

O Rasgo

Rasgo, indolente, todas as horas, todos os dias,
Todas as pautas onde escrevi a minha vida, em notação simples e demorada.
Reescrevo-a, diluindo todas as emoções numa tinta negra,
Num pedaço de céu, um dia chuvoso, numa aberta temporária.
E a minha vida é uma doença inestimável,
Um cansaço puro, torpe e aviltado sujeito e predicado.

Encontro pelos cantos desta casa pedaços de uma vida, daquela que me esqueci,
Ou ainda, daquela que não vivi tão intensamente, tão ansiosamente.
E sussurram-me todas as vozes daqueles que partiram a dor, uma dor,
Esta dor que trago em mim, de que não me esqueço. Desfaleço…
E vejo-os, à noite, conjugados com todos os sonhos, todos os meus sonhos.
Mudas me parecem as palavras duras, como me parecem todas as objecções,
Todas as interrogações, todas as lembranças, todas as esperanças.
Escarneço e não pondero, morro e esta agitação é um vazio,
Pungente cidade, necessidade urgente de mudar, se sentir, só sentir…
Hoje a minha vida é um barco que navega na cinza das horas...

Blind Zero, "Sad Empire"

acredita, os dias bons estão quase a chegar. trar-te-ão um novo rumo. um novo oxigénio, mais limpo e mais puro. *

Sim, tenho a certeza disso... E quando chegar esse dia, cá estarei para o agarrar...

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