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quarta-feira, novembro 16, 2005 

O Silêncio

Escrevo a palavra silêncio na areia da praia ainda húmida, ainda só,
Enquanto o mar murmura palavras e palavras. E cada sílaba é feita
De um emudecimento tão grande como os beijos que em mim guardo para te dar.
E este silêncio é um eucalipto de raízes fundas, um pássaro de alma branca
Que esvoaça em teu corpo, noite tépida em meus braços.

O silêncio que tenho em mim é feito do toque, de um toque, de um repente
Febril, de um sabor imutável, que é o da pele na pele pelo rio de teu corpo.
E eu tonto. De voz embargada. E eu pronto. De gestos entrecortados.
E a tua voz soa-me a tantos acordares lado-a-lado, a tanto silêncio no olhar.
Ah… Soubesses tu como é e saberias o meu corpo, saberias o meu amor.

A minha verdade jaz, mais pura, em teus lábios de jade. Mas este silêncio
Tem tantas verdades, tem tantos pedaços de raios de sol, de terra e de mar,
Que parece conter o mundo no seu instante mais breve. E cada instante é teu.
E todo o silêncio, o silêncio mais fundo, te pertence, como eu te pertenço, todo…

Keith Jarrett Trio, "Dancing"

Não guardes os beijos...arranja antes alguém que os mereça.

Não te preocupes. Quando arranjar alguém tenho muitos para dar... :)! E isso é que é bom...

Não, os comentários são deste post, só que o coloquei há uns tempos atrás sem estar concluído. Por uma razão, muito pueril, decidi acabá-lo hoje de manhã...

Ainda bem que gostas. Já agora, como faço o smiley envergonhado?

Beijos

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