Há dias em que…
Tenho reparado que começo muitos dos textos que aqui deixo por “há dias em que...”, “às vezes...”. Interrogo-me permanentemente sobre os motivos, sobre quais as razões subjacentes a tanta subjectividade, tanta irrealidade, tanta incerteza nos sentimentos… Cheguei à conclusão possível, tão inabalável quanto as minhas incertezas: sou feito de uma inconstância matizada, mas pura, mas leve. Ajo conforme o que sinto, o que penso. E há dias em que sou todo sentimento e a minha vida é um pulsar feliz. E há dias em que todo eu sou raciocínio e tudo é um cálculo, uma soma de factores não aleatórios e de resultados previsíveis. E há dias em que cambaleio entre estas duas irrealidades e não sou nada, não faço nada, reajo, apenas.
É talvez a única coisa que é permanente em mim, toda esta inconstância. E todos os dias sou um homem diferente…
É talvez a única coisa que é permanente em mim, toda esta inconstância. E todos os dias sou um homem diferente…