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domingo, novembro 20, 2005 

Pessoa

Tenho sido constantemente assaltado por uma dúvida, pueril, franca: porque escrevo eu estes textos, carregados de mim e de outros que hei-de ser, carregados de mulheres e de sonhos, carregados dos mundos e dos sorrisos das pessoas que comigo se cruzam? Porque escrevo eu coisas que não são tristes, são soturnas, são nocturnas, minhas como nenhumas outras? Porque dou tanto de mim, não dando nada que queira, mas querendo que tudo o que existe seja o meu mundo e que este mundo esteja contido em cada letra que escrevo?

Relembro Pessoa e sei a resposta:
Não tenho ambições nem desejos.
Ser poeta não é uma ambição minha
É a minha forma de estar sozinho.


Quanta razão tens, meu velho…

"Porque dou tanto de mim, não dando nada que queira" Dás licença que acrescente: Porque me dão tanto a mim e eu resisto?

Engraçadinhas... ihihihihihi

Beijos

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