Deus
Tomo banho ao final da tarde, lavo-me desordenadamente. Primeiro o pé direito, depois a axila esquerda, depois o cabelo. Só depois o resto do corpo. Sem nexo, como sem nexo me parece tudo: a razão dos homens, a ciência, a arte, o laxismo pueril das férias, os banhos de chuveiro ao fim da tarde.
Sento-me numa cadeira de praia na varanda para ver o pôr-do-sol. Contemplo-o pela última vez no ano, amanhã já não terei oportunidade de o ver daqui. Bebo uma bebida fresca para me aligeirar a vontade partir em busca de uma mulher qualquer ou de fazer qualquer outra coisa acertada.
Sinto-me como um deus, de banho tomado e com a liberdade de ver partir o sol. Espero pela noite sem um fito definido, sem uma única actividade programada, mas sei que farei algo que não me contenha e retenha a imaginação e a vontade férrea de existir. Existir apenas, num infinito de virtude…
Sento-me numa cadeira de praia na varanda para ver o pôr-do-sol. Contemplo-o pela última vez no ano, amanhã já não terei oportunidade de o ver daqui. Bebo uma bebida fresca para me aligeirar a vontade partir em busca de uma mulher qualquer ou de fazer qualquer outra coisa acertada.
Sinto-me como um deus, de banho tomado e com a liberdade de ver partir o sol. Espero pela noite sem um fito definido, sem uma única actividade programada, mas sei que farei algo que não me contenha e retenha a imaginação e a vontade férrea de existir. Existir apenas, num infinito de virtude…