Cálidos, os passos que dás, inseguros como um voo doutrinado
De um pássaro, o serpentear de um corpo sáfico nas abadias do meu desejo.
Em tumulto pavoroso, os beijos despojados em tua boca preenchem,
Em dúvidas perenes, a tua memória minha, nos seixos deste rio pardo
Que trago nos sonhos quentes e nas palavras cruas, tuas.
Trago tua, na minha carne, a cor de teus lábios, submersa em mim
No trago ocidental, na pose de uns dedos, na prisão de uma ideia tua…
Rufus Wainwright, "Greek Song"
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